segunda-feira, 8 de março de 2010

Récita Maloqueirista versa liberdade e alegria

Récita Maloqueirista, no Espaço Parpalatões, vibração é água abundante...

No domingão chuvoso, 28 de fevereiro, máquina fotográfica pendurada no pescoço, sonetos dobrados no bolso. Chegamos.

Récita Maloqueirista é um sarau comandado por três rapazes - Caco, Berimba e Pedro - que transmitem prazer aos convidados. Quem chegar é bem chegado.

Muita liberdade. Proceder sem dar conta. É a poesia levada com a maior seriedade, mas dentro de um clima de vasta alegria.

Ali, guarda-chuva não é somente ferramenta para nos manter secos. No ambiente decorando todo teto, é arma. Proteção contra o baixo astral.

O palco, o microfone, mesas dispostas, vestuário emoldurado e o clima de teatro.O feliz matrimônio da palavra acontece no hall de entrada.

Os Maloqueiristas estão na estrada desde 2002 e a bagagem da experiência denota postura. Declamando ou versando é o sangue, o suor. É participação ativa no atual movimento poético.

Os poetas se intercalam aos chamados. Também estão livres para se posicionar e arremessar seus versos.

Ponto de encontro onde os autores podem e devem lançar seus livros. Desta feita, a poeta Deborah Goldemberg autografou a edição de O Fervo da Terra.

O Mapa da Poesia, da Poiesis - Organização Social de Cultura, que visa incentivar e divulgar toda manifestação poética onde ela acontece, esteve presente e recomenda.

Reafirmando: o Sarau da Casa, cujo anfitrião é o poeta Frederico Barbosa, terá, como convidados, o maloqueirista Caco Pontes e o renomado Antonio Miranda.

O bate papo será na Casa das Rosas, sábado, 20 de março, às 20 horas. O endereço é Avenida Paulista, 37.

Finda a parte das entrevistas, o Sarau da Casa continua com a participação de poetas inscritos na recepção. Ao término teremos a música de Potiguara Menezes.

Poetas, agendem este novo encontro. É no último domingo do mês, às 17 horas, no Espaço Parpalatões, na Praça Franklin Roosevelt, 158, centro.

Récita Maloqueirista. Família. Versos a uma só voz.

Marco Pezão

Quando o poeta fala, todos se calam...

Berimba, parceiro atuante...

Pedro, declamador dos bons, é do trio maloqueirista...

Sem desvios, o caminho nos leva à poesia...

Lucía está em São Paulo pesquisando o atual movimento poético...

Voldetti é presença marcante em nossa sampa dos saraus...

Ricardo Carneiro lança os versos feito dardos e atinge corações...

Rui Mascarenhas, poeta, vive na voz o que o poema cala...

As folhas dizem o que vai na alma...

A busca realça o vale a pena ser o que somos

Daniel, no palco, é paixão corinthiana...

Ligado nos fatos e atos, o bom de bola Paulo Almeida...

Deborah Goldemberg, escritora, encantou a plateia...

Gente nova, palavras novas...

Debora Goldemberg lança O Fervo da Terra...

Muita curtição durante o Sarau, eis o maloqueirista Caco...

Ele, Giovane Baffo adere ao som...

E de repente os gostos são parecidos e amizade acontece...

Em conhecer precisamos nos encontrar...

Vamos marcar o ponto no Récita Maloqueirista...

sábado, 6 de março de 2010

Encontro de Utopias é sonho em carne e osso

Tião Nicomedes, dramaturgo de rua, no comando do IX Sarau Encontro de Utopias...

Periferia do centro? Ou centro da periferia?


Os baixos do Minhocão, calçadas que se alongam pela Amaral Gurgel e rumam aos escuros da Luz.

Camas de papelão, reles, ralos cobertores...

Invadi a noite chuvosa, o restaurante Pandora convida e acolhe. Franklin, o número é 252, na Praça Roosevelt, no centro.

Entrar e conhecer. Declamar uns versos. Consolação utópica?

Tião Nicomedes ao microfone. O rito do sarau segue a norma. Pessoas são inscritas e chamadas.

Embora a doce música na voz doce de Regina Tieko intermediando os declamadores, a poesia atual é caminho que envolve e revela fatos conhecidos e sempre assustadores.

A pegada do IX Encontro de Utopias traduz moradores de rua. Movimento cultural de rua. É a literatura poética a serviço do social na sua mais precisa expressão.

Em acreditar na arte como agente transformador da realidade. Os versos desfiaram preocupações com o aquecimento global e a devastada natureza.

Atingiram clímax gerando debates: ocupações, preconceitos, discriminações, a violência da sociedade criando desafortunados.

Um sarau de ideias em que se discutiu albergues, tendas, assistência social e repressão. E a poesia ali, à espreita:

“Moleques de rua, o último a dormir apague a lua”, disse o poeta Giovane Baffo, em sua intervenção.

Em meio aos acontecimentos, a artista Renata Sandoval desliza o pincel à tela. Logo, um novo quadro surge.

Pinta tinta cor em carne e osso, solidariedade:

Tião é dramaturgo da rua. Liderança do Movimento da População de Rua. Tião saiu da rua e mudou para uma casa.

O guerreiro começa do zero e quem tiver utensílios de cozinha, móveis, eletrodomésticos e possa doar, o bem faz sua arte.

O que chegar em duplicidade fica com os demais artesãos da Oficina dos Sonhos, que estão prestes a conseguir a bolsa-aluguel e breve poderão sair dos albergues e viver em seus lares.

O contato é: tiaonicomedes@hotmail.com

Poetas! Cruzem as pontes! Todo último domingo do mês, o Sarau Encontro de Utopias acontece no restaurante Pandora.

É na Praça Franklin Roosevelt, 252, na Consolação, após as 19 horas.

Samparau! Somos a poesia. Venham!


O restaurante Pandora abre as portas aos anônimos poetas...

A pegada do Sarau Utopia revela a preocupação com moradores de rua, do centro de São Paulo...

Ricardo Carneiro declama de seu livro Sol dos Poros:

"Desfaz-se no declive
miragens das danações.
Entre fenômenos de força
a liberdade, nada de flores."

A doce voz de Regina Tieko...

A poeta Pilar é graça e sensualidade em seus declamos:

"Esse homem forte e excitante
De pele negra e olhar penetrante
Um peito forte, robusto e peludo;
Um sorriso de marfim.
Fico molhada só dele olhar para mim."

A bancada traz Pedro, Berimba, Ricardo Carneiro e Daniel...

Sonhos reais no Encontro de Utopias...

O planeta Terra e sua devastação também é tema...

Regina Tieko torna livre o verso preso ao papel...

Pedro Lucas canta a poesia Dugueto, "Palmares"...

O Berimba em sua apresentação...

Daniel, do Sarau do Burro, é presença forte...

O maloqueirista Pedro prestigiando o encontro...

Dandara, filha da Pilar, acompanha e compõe seu mundo...

"Meninos de rua, o último a dormir apague a lua", o poeta Giovane Baffo...

Nos saraus, a estrela de cada um tende a brilhar por todos...

A temática social presente nos versos...

O debate faz parte da arte...

Olha a Dandara colorindo a tela...

Em companhia da artista Renata Sandoval...

Enquanto as palavras esquentam o agito...

Sim, é possível repintar a vida...

Claudia Canto, a força da mulher em nossa poesia...

O guerreiro Tião Nicomedes convida a família Samparau para o próximo Encontro de Utopias...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Estação Sarau - Embarque nessa!

Projeto Encontros, Sarau do Metrô Santa Cecília, parada obrigatória para quem gosta de poesia...

Poetas, a plataforma indica boas vindas. No Metrô Santa Cecília, toda última terça-feira do mês, das 18 às 20 horas, homenageia-se um sarau diferente, entre os tantos registrados em nosso mapa da poesia.

E, desta vez, ao findar fevereiro, o Sarau Politeama desembarcou em nossa estação no dia 23.

O nome Politeama tem sua origem no grego polýs, “muito”, mais théama, “espetáculo”: teatro para vários gêneros.

Da reunião em casa de amigos, a ideia ganhou pernas, os versos buscaram abrigo e o Sarau Politeama encontrou pousada no Bar Fidalga 33, na Vila Madalena, onde, na terceira terça-feira de cada mês, às 20h46, as asas da criação se renovam lúcidas.

Microfone aberto, a apresentadora Maria Tereza deu início à programação.

Os poetas, com seus poemas e canções, transformaram duas horas num hiato de tempo, no paulistano tempo corrido, vai e vem de milhares de pessoas em rotas (in)definidas sobre trilhos.

Aberto ao público presente, as inscrições remetem à segunda parte do concerto, o palco é livre de qualquer posse.

Cada qual, cada tema, todas as vozes. O versejar flui. Os aplausos concedem respeito e intensificam o relacionamento. Novas amizades em torno deste movimento cultural que hoje ponteia os quatro cantos de nossa megacidade.

E, na arte de poetar, absolutamente democrática, não há idade para se descobrir ou redescobrir o belo que nos cerca, ou mesmo aquilo que punge.

Sarau Politeama – amada apresentação – no Espaço Encontros, com o apoio da Poiesis – Organização Social de Cultura e da Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Agradecimentos à Folha de S.Paulo, pela cobertura do evento, entrevistando a poetisa Barbara Leite, responsável pelo Sarau Politeama.

Pela Poiesis, trabalharam, na organização, Érica Peçanha, Cristina Nolli e Marco Pezão. Participação do assessor de imprensa Dirceu Rodrigues.

Rasgando o subsolo, os trilhos seguem paralelos. Os caminhos é que se encontram.

Poetas, a nossa poesia tem hora e local marcados!

O Sarau do Metrô Santa Cecília homenageia em 29 de março, na terça-feira, das 18 às 20 horas, o Sarau da Cesta, da USP.

Venha prestigiar e receba o abraço do tamanho de um trem.


Seja bem-vindo! A festa do verso já vai começar...

Apareça por aqui e conheça os participantes do atual movimento poético...

Calma, gente, não precisa se afobar!
Maria Tereza é apresentadora do Sarau Politeama.

Em cena, abrindo o enlace, Marco Vilane envereda trilha...

Assistência atenta.

O que segue são palavras que despertam e fazem pensar...

Silêncio, não é preciso pedir...

À esquerda, a poetisa Barbara Leite concede entrevista à jornalista da Folha de São Paulo, ladeada pela produtora cultural Cristina Nolli e o assessor de imprensa Dirceu Rodrigues, da Poiesis.

A poesia falada prende e liberta...

O público é derivado da importância...

Segue o espetáculo: Flávia Peres...

Poesia e fotografia em ação: Luciano Luz...

Maria Tereza enaltece...

Cezar Veneziane, o poeta e o livro...

Divertida e curtida, a poesia de Cler...

Provocação. Reações gerais...

Rapaziada esperta, apreciadores. É no hoje que o futuro embala.

Um leque de motivos ventila graça em brisa.

A leitura e interpretação de Voldetti.

O cordel arrojado do versador Carlos Galdino...

Torna ciência...

E tatua na boca um riso...

Opa! Chegaram convidados inesperados...

Adriana Alves inspira sequência...

Doura a pílula de Luiz Roberto...

A plateia com pressa perde o vapor...

Ares de pura fragrância. Sonoridade. A cantora Andréa Costa Lima e Tércio Guimarães...

Dá pra sentir o apego?

Essa turma é real incentivo, espelham além...

Paulo Almeida se apresenta...

Escultura peculiar...

Assistência bonita deu foto, foco...

Enfoque ao declamo de Tiago Araújo...

Barbara Leite é fogo que arde e não se vê, Politeama...

Quarto em desordem. Drummond na voz de Dirceu Rodrigues...

O Serginho Milliet ficou no banco esperando para declamar...

Alan Vidigal: o nível do recital se eleva e enleva...

Clayton Silva mantém a sintonia...

Regina Zamura, a arte de poetar...

Fica a despedida. Até, Manoel de Aguiar...

Sentimos muito, pessoal! Tem que chegar mais cedo...

Ah, entendi! Você perderam a carona...

Da outra vez, é melhor embarcar no bonde...

Obrigado Sarau Politeama, nos veremos em próximo encontro!