A natureza é como os homens:
Irresponsável.
Porque permitir ao céu
Bombear tamanha tromba d’água?
Com tal força jorrar
Serrana área do Rio...
Quisesse bem aos homens,
Que, por necessidade ou ganância,
Nas encostas dos morros,
Nas várzeas dos rios,
Fincaram os pés.
Pés, que, hoje,
Deitados e juntos,
Multiplicam centenas em covas desconhecidas.
Quisesse bem aos homens,
Não permitiria ao barro soterrar crianças,
Nem deslizar lágrimas na face querida.
Mas, a mãe natureza, é como os homens,
Não importa o tempo:
Sempre há de resistir o invasor.
Estou passado no sofá televisivo.
Depois da estranha ocasião,
Revoada de pensamentos insurgem.
A calcinha de rendas negras perfumadas,
Guardo sob o travesseiro.
O cem reais continua no criado mudo.
Pago meu cartão de crédito de forma honesta!
No vitrô da pia alongo meus olhos.
Faço suco.
Misturo vodka.
Em tua casa. Esta hora?
Com estará vestida?
Teu marido me incomoda!
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terça-feira, 18 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Episódio 5
Desgastado. Amargo aviso prévio.
Não sabes. Não vou te contar. Nem tenho coragem.
Depois de todo glamour da empresa, meu empenho,
Os objetivos conquistados no derradeiro ano foram em vão.
São Paulo cria e desfaz sonhos num instante.
Entre cobertas, desempregado, quase
Adormecido, sofro tua ausência.
É madrugada e o fio gélido quente
Percorre minhas costas descobertas.
Tênue luz. Um vulto de seios macios
Sobre o meu peito escorre lânguido.
Bálsamo conhecido entorpece
Penetrante galope ao amanhecer incerto.
Acordo só.
A volúpia, como veio, partiu e deixou mostras no lençol.
No tapete, ao lado da cama, íntima peça esquecida ou deixada a propósito?
É praxe da noturna invasora domiciliar?
Cheiro o troféu perfumado e reflito:
A nota de cem reais sob o despertador, no criado mudo, é novidade.
E mistério. Aliás, o que te envolve é novidade e mistério.
Acaso pensa que sou teu prostituto?
Como entrou em casa, se não te dei a chave?
Não sabes. Não vou te contar. Nem tenho coragem.
Depois de todo glamour da empresa, meu empenho,
Os objetivos conquistados no derradeiro ano foram em vão.
São Paulo cria e desfaz sonhos num instante.
Entre cobertas, desempregado, quase
Adormecido, sofro tua ausência.
É madrugada e o fio gélido quente
Percorre minhas costas descobertas.
Tênue luz. Um vulto de seios macios
Sobre o meu peito escorre lânguido.
Bálsamo conhecido entorpece
Penetrante galope ao amanhecer incerto.
Acordo só.
A volúpia, como veio, partiu e deixou mostras no lençol.
No tapete, ao lado da cama, íntima peça esquecida ou deixada a propósito?
É praxe da noturna invasora domiciliar?
Cheiro o troféu perfumado e reflito:
A nota de cem reais sob o despertador, no criado mudo, é novidade.
E mistério. Aliás, o que te envolve é novidade e mistério.
Acaso pensa que sou teu prostituto?
Como entrou em casa, se não te dei a chave?
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Episódio 4
Longe estivemos
Eufórico exausto copo
Foco imagem alvenaria
Reboco tijolos pilhas
Andares
Cheiros iguais
Lajeados sob antenas
Gole farto
Enlevo envolto mar
Babei
Areia sal onda engoli
Rio de Janeiro
O morro. Não morro
Feliz voltar, São Paulo
Minha quebrada
Administradora de puteiro
Como terá sido à noite?
E às horas da manhã ensolarada
Chegou em casa de teu marido
Tomou banho e se despiu?
Nua. Meu lençol de suor aguado. Guardo
De fuzil armado aguardo.
Arde a pele. Anseio tua visita.
Eufórico exausto copo
Foco imagem alvenaria
Reboco tijolos pilhas
Andares
Cheiros iguais
Lajeados sob antenas
Gole farto
Enlevo envolto mar
Babei
Areia sal onda engoli
Rio de Janeiro
O morro. Não morro
Feliz voltar, São Paulo
Minha quebrada
Administradora de puteiro
Como terá sido à noite?
E às horas da manhã ensolarada
Chegou em casa de teu marido
Tomou banho e se despiu?
Nua. Meu lençol de suor aguado. Guardo
De fuzil armado aguardo.
Arde a pele. Anseio tua visita.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Episódio 3
Odeio. Odeio a mim mesmo.
Decorrente disto, eu vou te matar.
Ficas entre mulheres e homens!
Desejo carnal é o que impera!
E você administra? Cafetina?
Quarto tal, trepada tal.
Já passa das onze. Uma dose de uísque?
Teu vestido será aquele coladinho
Ao corpo, vermelho florido,
Que realça teu bumbum?
Me odeio! Quero te trucidar!
Decorrente disto, eu vou te matar.
Ficas entre mulheres e homens!
Desejo carnal é o que impera!
E você administra? Cafetina?
Quarto tal, trepada tal.
Já passa das onze. Uma dose de uísque?
Teu vestido será aquele coladinho
Ao corpo, vermelho florido,
Que realça teu bumbum?
Me odeio! Quero te trucidar!
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Episódio 2
Acompanhei semana. Miró!
Mira saraus?
Binho, Buzão, Mário de Andrade e Casa das Rosas.
Ó ó ó, o poeta Miró em sampa faz escola.
- Administrar um inferninho não é solução!
Imagino madrugada. O sobradão.
Mulheres davidaaaaaa!
Você. Seu jeito. Detalhe de seios mostra:
Puta inveja do caralho!
sábado, 4 de dezembro de 2010
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